As pescarias em sua grande maioria, não apresentam normas claras de administração ou gestão. Buscamos o entendimento dos usuários do mar para o estabelecimento de normas aplicáveis a realidade pesqueira
O mar transmite em sua densidade a sensação de infinitude. Porém, sabe-se queé uma ilusão pensar assim. Hoje já é reconhecido, ainda que de maneira modesta, que os recursos do mar estão próximos da sua exaustão.Neste contexto, o Instituto Maramarpara o Manejo Responsável dos Recursos Naturais desde 2003 desenvolve campanhas e projetos na busca pelo desenvolvimento de práticas e atividades sustentáveis no que se refere ao uso e manejo dos recursos naturais, na Zona Costeira. Nossas atividades e ações são norteadas por estudos técnicos, bem como pela aplicação de metodologias participativas e empoderamento comunitário dos verdadeiros atores e usuários do mar (pescadores artesanais, catadores de caranguejo, extrativistas, marisqueiras e aquicultores familiares).
até participação direta de pescadores em conselhos consultivos de unidades de conservação e apoio a negócios sustentáveis. Além disso, o Maramar tem participação ativa como representação da sociedade civil em diversos foros de desenvolvimento da gestão territorial e formulação de políticas pública
Com o intuito de mostrar as áreas que estão em discussão e que alternativas tem sido colocadas como modelo de desenvolvimento convidamos os colegas para uma saída de campo.
A iniciativa visa contribuir com a geração de conhecimento para qualificar as reportagens a cerca do assunto.
Valor estimado
Para 20 pessoas valor individual R$ 120,00
Para 15 pessoas valor individual R$ 160,00
Datas Sugeridas
Sábado dia 5 de novembro
Domingo dia 6 de novembro
Horário
9:00 hs às 15:00 hs
Confirmação através dos seguintes contatos
Rolando (Oficina do Turismo) -
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Fone
s : (13) -3361-3400 / 9611 – 2506)
Iniciativa
Última atualização em Seg, 31 de Outubro de 2011 17:43
Oscar é o corretor do mar. Ele aparece com a difícil tarefa de colocar ordem em algo que, aparentemente, não tem ordem nenhuma: afinal, quem tem direito aos recursos do mar?
Pescadores, pescadoras e moradores dos 10 bairros onde aconteceram as Consultas Públicas foram surpreendidos com a presença desse profissional, muitas vezes confundido com algum pastor de alguma igreja, já que aparecia sempre de camisa social, gravata e carregando uma pasta, mas, ao invés de um pedacinho do céu, ele prometia um pedacinho do mar.
A brincadeira foi a forma encontrada para explicar e chamar a atenção para a construção de uma proposta de Zoneamento Marinho para Guarujá. Oscar, na verdade é o ator Oswaldo Júnior, natural de Guarujá e conhecido por se engajar em projetos de cunho político e socioambiental. O profissional participou de cursos no Centro do Teatro do Oprimido (CTO) do teatrólogo Augusto Boal e tem aportado este conhecimento para os trabalhos participativos do MARAMAR. A metodologia buscou na arte a ferramenta para atrair atenção e ensinar, utilizando uma forma de comunicação pessoal e popular.
“A idéia surgiu no Sítio Cachoeirinha para outro projeto e esse era um personagem que ia sair na rua anunciando o trabalho que ia ser realizado lá. Mas surgiu o Zoneamento antes, como faria esse trabalho, no zoneamento teria que ser de um por um, e na conversa surgiu a idéia do corretor marítimo”, explica Júnior.
A reação foi diversa. “A maioria se assusta, estranha quando foi abordado, conforme vai se conversando vai entendendo o que é. Outros falavam que queriam o lote com sardinha, indicavam aonde queriam o lote, outros diziam que queriam ir para outro canto, falavam os locais. Teve gente que entrou na brincadeira, que falou que ia chamar o capitão da marinha, pra me prender. Teve gente que falou que o mar era de Deus, que só Deus podia vender”, conta Júnior.
Segundo o ator, na intervenção na rua, era visível que a forma de abordagem atraía mais a atenção, já que informava sobre algo sério, mas de uma forma mais leve. O contato direto, olho-no-olho também foi outro diferencial. “Fica mais personalizado, fica mais próximo do sujeito ao qual se quer levar a informação”.
“As pessoas vão pela novidade, por ver que há uma forma diferente de se falar do mesmo problema e quando a gente usa a arte nesse sentido, me parece que aquela seriedade das reuniões, aquela coisa pesada, a arte consegue diminuir e as pessoas falam do mesmo assunto, mas de uma forma mais tranqüila”, diz.