É reconhecido como local com maior quantidade de embarcações pesqueiras, indústrias de pesca e estaleiros de Guarujá (SP). Além da frota de barcos de pequeno porte (até 12 metros), o Rio do Meio transporta em suas águas barcos maiores oriundos de outros locais que desembarcam pescado para as indústrias.
Embora localizado ao longo do Canal do Porto, os pescadores locais não utilizam estas áreas para pesca. A pesca ali é realizada ao longo da Baía de Santos, no entorno da Ilha da Moela e demais áreas costeiras.
Entre os conflitos levantados temos o lançamento do material dragado do porto sobre áreas pesqueiras, a presença de grandes barcos de pesca e o arrasto de parelha em áreas rasas, sendo esta, inclusive, uma prática ilegal. Há ainda a revolta devido a intensa presença de grandes barcos oriundos de Santa Catarina que mesmo amparados legalmente, provocam conflitos com pescadores locais. Na prática há muito barco para pouco peixe e pescadores locais acreditam ter mais direito sobre aquelas águas, já que eles não freqüentam outras águas.
Aqui destaca-se um conflito chave em zonas marinhas: o mar é propriedade da União (art. 20 da Constituição Federal), mas é entendido como de “livre acesso” o que possibilita o livre trânsito de embarcações. Projetos de gestão participativa dos recursos pesqueiros têm tido mais sucesso quando essas águas são encaradas não como “terra de ninguém”, mas como “água comunitária” ou ainda “propriedade comunal”. O MARAMAR acredita que ao encarar as águas do mar como uma propriedade comum e não como terra de ninguém contribuirá de maneira definitiva para que a gestão da pesca seja feita, não pelo Estado exclusivamente, mas pelos usuários do mar.

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